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sábado, 18 de agosto de 2012

A Polícia Civil de Jaborandi (418 km de São Paulo) investiga a denúncia feita por um garoto de que um padre de 61 anos lhe mostrou uma carta propondo que eles tivessem relação sexual. 


Responsável pela igreja na cidade, a Diocese de Barretos afastou das funções o religioso até a conclusão da apuração. O caso veio à tona depois que dois garotos, de 13 e 15 anos, procuraram o Conselho Tutelar da cidade para se queixar do religioso.

 Segundo a conselheira tutelar Sonia Regina Modenezi, os dois acusaram o padre de propor sexo e de ter tentado tocá-los nas partes íntimas. Pela versão deles, diz Modenezi, cada um foi chamado separadamente à casa do religioso. Ao primeiro, de 15 anos, o padre teria prometido dar um perfume como presente de aniversário.

A Folha tentou, mas não conseguiu falar com o religioso. O bispo Edmilson Amador Caetano, responsável pela Diocese de Barretos, que abrange Jaborandi, disse que decidiu afastar o padre por uma questão de praxe, mas que isso não pressupõe culpa do religioso.

 Na casa do padre, segundo o adolescente, ele teria lhe mostrado a carta e tentado lhe tocar, mas o garoto disse ter empurrado o padre. Dias depois, o outro garoto, de 13 anos, teria sido chamado pelo suspeito, que lhe mostraria fotos da formatura do catecismo, espécie de escola de formação religiosa. Como no depoimento anterior, diz a conselheira, o garoto mais novo contou que o padre lhe ofereceu um presente – o que foi recusado – e que o deixou sozinho para ler a carta com a sugestão de sexo.

O jovem teria aproveitado a saída do padre para tirar uma foto da carta com seu celular antes de ir embora. Ainda segundo a conselheira, outros seis meninos do catecismo ouvidos por ela confirmaram que o padre oferecia presentes, mas sem proposta sexual.

O delegado César Martins disse que aguarda resultado da perícia policial para comparar a caligrafia do padre à da carta.

 Fonte: Folha
são paulo

Padre é suspeito de propor sexo a garoto no interior de São Paulo

A Polícia Civil de Jaborandi (418 km de São Paulo) investiga a denúncia feita por um garoto de que um padre de 61 anos lhe mostrou uma carta propondo que eles tivessem relação sexual. 


Responsável pela igreja na cidade, a Diocese de Barretos afastou das funções o religioso até a conclusão da apuração. O caso veio à tona depois que dois garotos, de 13 e 15 anos, procuraram o Conselho Tutelar da cidade para se queixar do religioso.

 Segundo a conselheira tutelar Sonia Regina Modenezi, os dois acusaram o padre de propor sexo e de ter tentado tocá-los nas partes íntimas. Pela versão deles, diz Modenezi, cada um foi chamado separadamente à casa do religioso. Ao primeiro, de 15 anos, o padre teria prometido dar um perfume como presente de aniversário.

A Folha tentou, mas não conseguiu falar com o religioso. O bispo Edmilson Amador Caetano, responsável pela Diocese de Barretos, que abrange Jaborandi, disse que decidiu afastar o padre por uma questão de praxe, mas que isso não pressupõe culpa do religioso.

 Na casa do padre, segundo o adolescente, ele teria lhe mostrado a carta e tentado lhe tocar, mas o garoto disse ter empurrado o padre. Dias depois, o outro garoto, de 13 anos, teria sido chamado pelo suspeito, que lhe mostraria fotos da formatura do catecismo, espécie de escola de formação religiosa. Como no depoimento anterior, diz a conselheira, o garoto mais novo contou que o padre lhe ofereceu um presente – o que foi recusado – e que o deixou sozinho para ler a carta com a sugestão de sexo.

O jovem teria aproveitado a saída do padre para tirar uma foto da carta com seu celular antes de ir embora. Ainda segundo a conselheira, outros seis meninos do catecismo ouvidos por ela confirmaram que o padre oferecia presentes, mas sem proposta sexual.

O delegado César Martins disse que aguarda resultado da perícia policial para comparar a caligrafia do padre à da carta.

 Fonte: Folha

terça-feira, 5 de julho de 2011

Os três padres do município de Arapiraca, envolvidos no maior escândalo sexual da igreja católica registrado no Brasil, serão julgados na próxima sexta-feira, 08 de julho.

Os religiosos Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes do Nascimento e Edilson Duarte são acusados de pedofilia, crime supostamente cometido contra ex-coroinhas da paróquia de Arapiraca, capital metropolitana do Agreste.



O julgamento será realizado às 09 horas, na Vara da Infância e da Juventude do Fórum da cidade e devido ao volume do processo, que compreende mais de mil páginas e a oitiva de várias testemunhas, deve se estender pelos próximos dias. Mais de 20 testemunhas foram arroladas apenas pela defesa dos padres. A audiência será comandada pelo juiz João Luiz de Azevedo Lessa.

Os sacerdotes foram oficialmente denunciados pelo Ministério Público Estadual em março de 2010, quando foram formalmente acusados pelo crime de pedofilia cometido contra Anderson Farias Silva, Cícero Flávio Vieira Barbosa e Fabiano Silva Ferreira. As vítimas teriam sido abusadas quando eram coroinhas.

Após as denúncias, os padres foram afastados de suas atividades eclesiásticas pelo bispo Dom Valério Breda, responsável pela Diocese sediada em Penedo, cidade onde os padres Raimundo Gomes e Edílson Duarte atuaram em paróquias diferentes antes de irem trabalhar em Arapiraca. Dom Valério declarou em nota oficial que soube do escândalo pela imprensa.

O processo que envolve os padres de Arapiraca tomou um rumo arrasador após a exibição de uma matéria sobre o caso pelo programa Conexão Repórter, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT. A matéria trouxe o depoimento dos coroinhas, dos padres e até um vídeo com cenas de sexo entre o monsenhor Luiz Marques, 82 anos, e o coroinha Fabiano Ferreira que alega sofrer os abusos desde os 12 anos de idade.

Durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, em Arapiraca, o padre Edilson Duarte chegou a confessar que era homossexual e que havia se relacionado com dois ex coroinhas. O monsenhor Luiz Marques chegou a ser preso pelas acusações e hoje vive em prisão domiciliar. Já o monsenhor Raimundo Gomes nega as acusações.
PADRES

Padres acusados de pedofilia serão julgados em Alagoas

SMK  |  at  16:25

Os três padres do município de Arapiraca, envolvidos no maior escândalo sexual da igreja católica registrado no Brasil, serão julgados na próxima sexta-feira, 08 de julho.

Os religiosos Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes do Nascimento e Edilson Duarte são acusados de pedofilia, crime supostamente cometido contra ex-coroinhas da paróquia de Arapiraca, capital metropolitana do Agreste.



O julgamento será realizado às 09 horas, na Vara da Infância e da Juventude do Fórum da cidade e devido ao volume do processo, que compreende mais de mil páginas e a oitiva de várias testemunhas, deve se estender pelos próximos dias. Mais de 20 testemunhas foram arroladas apenas pela defesa dos padres. A audiência será comandada pelo juiz João Luiz de Azevedo Lessa.

Os sacerdotes foram oficialmente denunciados pelo Ministério Público Estadual em março de 2010, quando foram formalmente acusados pelo crime de pedofilia cometido contra Anderson Farias Silva, Cícero Flávio Vieira Barbosa e Fabiano Silva Ferreira. As vítimas teriam sido abusadas quando eram coroinhas.

Após as denúncias, os padres foram afastados de suas atividades eclesiásticas pelo bispo Dom Valério Breda, responsável pela Diocese sediada em Penedo, cidade onde os padres Raimundo Gomes e Edílson Duarte atuaram em paróquias diferentes antes de irem trabalhar em Arapiraca. Dom Valério declarou em nota oficial que soube do escândalo pela imprensa.

O processo que envolve os padres de Arapiraca tomou um rumo arrasador após a exibição de uma matéria sobre o caso pelo programa Conexão Repórter, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT. A matéria trouxe o depoimento dos coroinhas, dos padres e até um vídeo com cenas de sexo entre o monsenhor Luiz Marques, 82 anos, e o coroinha Fabiano Ferreira que alega sofrer os abusos desde os 12 anos de idade.

Durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, em Arapiraca, o padre Edilson Duarte chegou a confessar que era homossexual e que havia se relacionado com dois ex coroinhas. O monsenhor Luiz Marques chegou a ser preso pelas acusações e hoje vive em prisão domiciliar. Já o monsenhor Raimundo Gomes nega as acusações.

terça-feira, 8 de março de 2011


Comunicado anuncia a suspensão de 21 sacerdotes na Filadélfia. Além deles, outros três já haviam sido afastados em fevereiro.

A arquidiocese da cidade americana da Filadélfia anunciou nesta terça-feira (8) em um comunicado a suspensão de 21 sacerdotes suspeitos de atos de pedofilia. O cardeal Justin Rigali, arcebispo da Filadélfia (Pensilvânia, nordeste), se baseou em uma decisão tomada em fevereiro por um juri popular em referência a 37 pessoas, segundo o comunicado.

Além dos 21 padres suspensos nesta terça-feira, outros três já haviam sido afastados em fevereiro após a decisão do juri. Outros cinco já não exercem funções por diferentes motivos e outros oito foram absolvidos.

O cardeal Rigali expressou sua "pena pelos abusos sexuais a menores cometidos por membros da Igreja e, sobretudo, pelo clero".

"Estas suspensões não são condenações ou julgamentos definitivos, mas apenas medidas provisórias durante a duração da investigação", disse o cardeal em um comunicado.

A investigação foi conduzida por Gina Maisto Smith, uma ex-juíza da Procuradoria da Filadélfia especializada em casos de pedofilia.

A Igreja Católica vem sendo abalada nos últimos anos por uma série de escândalos vinculados à pedofilia em todo o mundo, em especial na Áustria, Bélgica, Irlanda, Alemanha e Estados Unidos.

Gospel Channel França - France Presse
PADRES

Padres suspeitos de pedofilia são suspensos nos Estados Unidos

SMK  |  at  18:05


Comunicado anuncia a suspensão de 21 sacerdotes na Filadélfia. Além deles, outros três já haviam sido afastados em fevereiro.

A arquidiocese da cidade americana da Filadélfia anunciou nesta terça-feira (8) em um comunicado a suspensão de 21 sacerdotes suspeitos de atos de pedofilia. O cardeal Justin Rigali, arcebispo da Filadélfia (Pensilvânia, nordeste), se baseou em uma decisão tomada em fevereiro por um juri popular em referência a 37 pessoas, segundo o comunicado.

Além dos 21 padres suspensos nesta terça-feira, outros três já haviam sido afastados em fevereiro após a decisão do juri. Outros cinco já não exercem funções por diferentes motivos e outros oito foram absolvidos.

O cardeal Rigali expressou sua "pena pelos abusos sexuais a menores cometidos por membros da Igreja e, sobretudo, pelo clero".

"Estas suspensões não são condenações ou julgamentos definitivos, mas apenas medidas provisórias durante a duração da investigação", disse o cardeal em um comunicado.

A investigação foi conduzida por Gina Maisto Smith, uma ex-juíza da Procuradoria da Filadélfia especializada em casos de pedofilia.

A Igreja Católica vem sendo abalada nos últimos anos por uma série de escândalos vinculados à pedofilia em todo o mundo, em especial na Áustria, Bélgica, Irlanda, Alemanha e Estados Unidos.

Gospel Channel França - France Presse

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O padre Edílson Duarte admitiu neste sábado (13) em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, em Arapiraca (AL), que abusou sexualmente de ex-coroinhas.

Acareado com três adolescentes, ele reconheceu que praticou sexo com dois deles --ainda menores de idade-- e pagou algumas vezes os jovens com dinheiro da oferta dada pelos fiéis à Igreja.

Depois de várias negativas de ser homossexual e de abusos sexuais, ele acabou reconhecendo quando os ex-coroinhas Cícero Flávio Vieira Barbosa, Fabiano Silva Ferreira e Anderson Farias Silva foram chamados ao plenário para acareação. “Sim, tive relações sexuais com dois deles. Menos com o Anderson”, disse, para espanto dos presentes ao Fórum da cidade.

O ex-coroinha Fabiano afirmou que teve a primeira relação com o padre aos 16 anos, na catedral da cidade. “Ele perguntou minha idade e mesmo assim praticou o ato”, disse, o que foi confirmado pelo padre.

“Às vezes eles nos dava cinco, 10 reais. Era um cala boca para que a gente não contasse, como se fossemos garoto de programa”, afirmou Cícero Flávio.

O senador Magno Malta perguntou se o dinheiro que ele deu aos jovens se tratava de dízimo e contribuição de fiéis nas missas. “Olha para eles [fiéis presentes ao Fórum]. O senhor pagou o dinheiro do dízimo deles para pegar no pênis deles?”, perguntou o senador. “Sim”, respondeu o padre, baixando a cabeça em seguida.

Diante da manifestação do público, o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI, pediu calma às cerca de 200 pessoas que acompanhavam o depoimento. “Peço que as pessoas não se manifestem, que isso é uma coisa séria. Ele é humano, erra e é digno da misericórdia. Ele não tem como mentir e está em total desvantagem”, afirmou.

O padre ainda respondeu que “pode ser” que tenha abusado de outros adolescentes. “Crianças, não. Mas adolescentes, podem aparecer”, confirmou.

Constrangido com a situação, ele chegou a rogar pelo perdão de Nossa Senhora. “Se Nossa Senhora entrasse ali agora, diria: ‘perdoa os seus filhos que têm pecados’. A Igreja nunca erra, só as pessoas”, disse.

Após as declarações, o senador e integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) ofereceram ao padre o benefício da delação premiada para que ele conte o que sabe sobre o abuso a crianças e adolescentes de outros padres.

A sessão foi suspensa para que Edílson relatasse, em particular, detalhes sobre o suposto esquema de pedofilia na cidade
PADRES

Em depoimento à CPI, padre admite abuso sexual a ex-coroinhas e pagamento de sexo com dízimo

SMK  |  at  13:55

O padre Edílson Duarte admitiu neste sábado (13) em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, em Arapiraca (AL), que abusou sexualmente de ex-coroinhas.

Acareado com três adolescentes, ele reconheceu que praticou sexo com dois deles --ainda menores de idade-- e pagou algumas vezes os jovens com dinheiro da oferta dada pelos fiéis à Igreja.

Depois de várias negativas de ser homossexual e de abusos sexuais, ele acabou reconhecendo quando os ex-coroinhas Cícero Flávio Vieira Barbosa, Fabiano Silva Ferreira e Anderson Farias Silva foram chamados ao plenário para acareação. “Sim, tive relações sexuais com dois deles. Menos com o Anderson”, disse, para espanto dos presentes ao Fórum da cidade.

O ex-coroinha Fabiano afirmou que teve a primeira relação com o padre aos 16 anos, na catedral da cidade. “Ele perguntou minha idade e mesmo assim praticou o ato”, disse, o que foi confirmado pelo padre.

“Às vezes eles nos dava cinco, 10 reais. Era um cala boca para que a gente não contasse, como se fossemos garoto de programa”, afirmou Cícero Flávio.

O senador Magno Malta perguntou se o dinheiro que ele deu aos jovens se tratava de dízimo e contribuição de fiéis nas missas. “Olha para eles [fiéis presentes ao Fórum]. O senhor pagou o dinheiro do dízimo deles para pegar no pênis deles?”, perguntou o senador. “Sim”, respondeu o padre, baixando a cabeça em seguida.

Diante da manifestação do público, o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI, pediu calma às cerca de 200 pessoas que acompanhavam o depoimento. “Peço que as pessoas não se manifestem, que isso é uma coisa séria. Ele é humano, erra e é digno da misericórdia. Ele não tem como mentir e está em total desvantagem”, afirmou.

O padre ainda respondeu que “pode ser” que tenha abusado de outros adolescentes. “Crianças, não. Mas adolescentes, podem aparecer”, confirmou.

Constrangido com a situação, ele chegou a rogar pelo perdão de Nossa Senhora. “Se Nossa Senhora entrasse ali agora, diria: ‘perdoa os seus filhos que têm pecados’. A Igreja nunca erra, só as pessoas”, disse.

Após as declarações, o senador e integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) ofereceram ao padre o benefício da delação premiada para que ele conte o que sabe sobre o abuso a crianças e adolescentes de outros padres.

A sessão foi suspensa para que Edílson relatasse, em particular, detalhes sobre o suposto esquema de pedofilia na cidade

quarta-feira, 17 de março de 2010


Novos escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja surgiram no Brasil, o maior país católico do mundo, onde o Vaticano reconheceu a existência de acusações de abusos sexuais feitas contra padres. A denúncia foi feita na última quinta-feira no programa Conexão Repórter, comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT.

Os casos foram revelados na semana passada, através de imagens captadas por uma vítima de abuso sexual, que recorreu a uma câmara oculta para filmar o padre Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, praticando sexo oral com um menino de coro diante de um altar estado de Alagoas.

A difusão deste vídeo, na semana passada, no programa “Conexão Repórter” do canal de televisão da cadeia SBT, provocou um escândalo no Brasil, país em que 74% dos mais de 190 milhões de habitantes são católicos.

Depois das imagens da relação sexual, o vídeo mostra um grande plano do rosto do padre que, ao aperceber-se de que está sendo observado, pergunta “quem está aí?”.

A reportagem contém igualmente declarações de três antigos rapazes de coro, que contam abusos que sofreram da parte de três padres – entre os quais o sacerdote que aparece no vídeo - da cidade de Arapiraca, a 120km de Maceió, capital de Alagoas.

Um dos jovens que fala na reportagem, agora com 20 anos, tinha 12 anos na altura dos abusos e sublinhou ter sido obrigado a ter relações sexuais com o padre Marques Barbosa “inúmeras vezes”.

O Vaticano reconheceu nesta terça-feira (16) a existência de casos de pedofilia cometidos por padres no Brasil. O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, desmentiu que os envolvidos sejam bispos.

"Eram padres", disse Lombardi, sobre os acusados de abusar coroinhas no município de Arapiraca, interior de Alagoas. O porta-voz também reconheceu que dois dos três religiosos envolvidos possuem título de monsenhor, embora sejam simples padres.

"Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil. Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo", disse o porta-voz do Vaticano.

O advogado do padre disse que as relações sexuais filmadas foram consentidas, e o mesmo rejeitou que o caso fosse tratado como pedofilia. Ele ainda acusou os jovens de tentarem extorquir o padre, tendo até assinado documento no qual se comprometiam a não divulgar o vídeo.

Os supostos crimes cometidos no Brasil se somam à série de denúncias contra católicos em diversas partes do mundo. O Vaticano tem acompanhado de perto tais casos e nos últimos meses se reuniu com as cúpulas eclesiásticas da Irlanda e da Alemanha, países em que estão concentradas partes das acusações.




Atrás da Sacristia, o segredo. Uma imagem perturbadora. Sexo, intrigas e poder na Igreja Católica. O altar e o crucifixo como testemunhas. Mentes traumatizadas. Lembranças que persistem. Pesadelos intermináveis. O ensino sagrado, evangelho e a formação do caráter de jovens. Pretexto para se aproximar de meninos que achavam que ser coroinha era o caminho mais curto até Deus? O verdadeiro caminho do calvário. A inocência negada. Proibida. Violentada.


Nossa investigação começa quando temos acesso a um vídeo, entregue por um morador de uma cidade de Alagoas. Cenas que revelam uma face obscura da fé. No fundo, o altar de uma casa construída com o dinheiro dos fiéis. Na cama, um padre. O sacerdote em ato sexual com um jovem. Ao final, o padre se assusta ao perceber que tudo estava sendo registrado.

Arapiraca, duzentos mil habitantes, a segunda maior cidade do estado de Alagoas. Como em tantos lugares do interior do país, a igreja exerce colossal influência na vida da comunidade. O padre trata-se de um dos religiosos mais conhecidos na região. De seus oitenta e dois anos, cinquenta e oito são de sacerdócio e vinte a frente da Paróquia de São José. Mesmo aposentado continua celebrando missas e casamentos pelo enorme prestígio. Camisetas foram vendidas para arrecadar dinheiro para a construção de uma casa para ele. Os fiéis de Arapiraca o enxergam como um verdadeiro santo.


A suposta vítima um ex-coroinha que aparece no vídeo mantendo relações sexuais com um Monsenhor de Arapiraca. Hoje ele diz que tem consciência do mal que o assombrou durante oito anos. Mas a fé, até então inabalável, foi sendo pouco a pouco substituída por outro sentimento. Revolta. Localizamos também quem filmou as imagens. Trata-se de outro ex-coroinha que também disse que foi vítima do padre, com doze anos. Hoje, com vinte e um anos, ele diz que resolveu dar um basta. O ex-coroinha aproveitou que o portão da casa estava entreaberto e com uma câmera na mão registrou a tarde de orgia e luxúria do padre. As imagens sugerem uma relação consentida, mas o ex-coroinha conta que os abusos começaram quando ele era apenas um menino.


O Monsenhor aceita conversar com Cabrini diante de nossa câmera. O crucifixo, no peito, é seu Senhor e Mestre. Ele nega o excesso de casos de pedofilia na cidade, que dizem. Afirma que o padre comete um pecado mortal, mas que pode se arrepender. Declara também não conhecer nenhuma caso de abuso de crianças ou coroinhas. No momento mais tenso da entrevista Cabrini pergunta se ele já abusou de algum coroinha. O padre não afirma e não nega. Apenas diz que o único que pode saber de seus pecados é seu confessor. Após ser questionado pede que Roberto Cabrini saia de sua casa.



Mais um sacerdote aparece no escândalo, citado pelo ex-coroinha. É uma padre responsável pela Igreja mais importante de Arapiraca. Vamos ao encontro dele em sua casa. Desconfiado, ele quer se certificar que a conversa não está sendo gravada, batendo no peito de nosso produtor à procura de microfones. Seu comportamento é estranho para uma pessoa supostamente inocente. Ele nega todas as acusações e ainda tenta passar a imagem de um padre dedicado.

Abusos ou relações homossexuais? Padres em pecado ou garotos atrás de dinheiro? Padres e coroinhas...um relacionamento atrás da sacristia.
PADRES

Vaticano confirma abuso sexual no Brasil após denúncia em programa do SBT

SMK  |  at  13:54


Novos escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja surgiram no Brasil, o maior país católico do mundo, onde o Vaticano reconheceu a existência de acusações de abusos sexuais feitas contra padres. A denúncia foi feita na última quinta-feira no programa Conexão Repórter, comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT.

Os casos foram revelados na semana passada, através de imagens captadas por uma vítima de abuso sexual, que recorreu a uma câmara oculta para filmar o padre Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, praticando sexo oral com um menino de coro diante de um altar estado de Alagoas.

A difusão deste vídeo, na semana passada, no programa “Conexão Repórter” do canal de televisão da cadeia SBT, provocou um escândalo no Brasil, país em que 74% dos mais de 190 milhões de habitantes são católicos.

Depois das imagens da relação sexual, o vídeo mostra um grande plano do rosto do padre que, ao aperceber-se de que está sendo observado, pergunta “quem está aí?”.

A reportagem contém igualmente declarações de três antigos rapazes de coro, que contam abusos que sofreram da parte de três padres – entre os quais o sacerdote que aparece no vídeo - da cidade de Arapiraca, a 120km de Maceió, capital de Alagoas.

Um dos jovens que fala na reportagem, agora com 20 anos, tinha 12 anos na altura dos abusos e sublinhou ter sido obrigado a ter relações sexuais com o padre Marques Barbosa “inúmeras vezes”.

O Vaticano reconheceu nesta terça-feira (16) a existência de casos de pedofilia cometidos por padres no Brasil. O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, desmentiu que os envolvidos sejam bispos.

"Eram padres", disse Lombardi, sobre os acusados de abusar coroinhas no município de Arapiraca, interior de Alagoas. O porta-voz também reconheceu que dois dos três religiosos envolvidos possuem título de monsenhor, embora sejam simples padres.

"Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil. Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo", disse o porta-voz do Vaticano.

O advogado do padre disse que as relações sexuais filmadas foram consentidas, e o mesmo rejeitou que o caso fosse tratado como pedofilia. Ele ainda acusou os jovens de tentarem extorquir o padre, tendo até assinado documento no qual se comprometiam a não divulgar o vídeo.

Os supostos crimes cometidos no Brasil se somam à série de denúncias contra católicos em diversas partes do mundo. O Vaticano tem acompanhado de perto tais casos e nos últimos meses se reuniu com as cúpulas eclesiásticas da Irlanda e da Alemanha, países em que estão concentradas partes das acusações.




Atrás da Sacristia, o segredo. Uma imagem perturbadora. Sexo, intrigas e poder na Igreja Católica. O altar e o crucifixo como testemunhas. Mentes traumatizadas. Lembranças que persistem. Pesadelos intermináveis. O ensino sagrado, evangelho e a formação do caráter de jovens. Pretexto para se aproximar de meninos que achavam que ser coroinha era o caminho mais curto até Deus? O verdadeiro caminho do calvário. A inocência negada. Proibida. Violentada.


Nossa investigação começa quando temos acesso a um vídeo, entregue por um morador de uma cidade de Alagoas. Cenas que revelam uma face obscura da fé. No fundo, o altar de uma casa construída com o dinheiro dos fiéis. Na cama, um padre. O sacerdote em ato sexual com um jovem. Ao final, o padre se assusta ao perceber que tudo estava sendo registrado.

Arapiraca, duzentos mil habitantes, a segunda maior cidade do estado de Alagoas. Como em tantos lugares do interior do país, a igreja exerce colossal influência na vida da comunidade. O padre trata-se de um dos religiosos mais conhecidos na região. De seus oitenta e dois anos, cinquenta e oito são de sacerdócio e vinte a frente da Paróquia de São José. Mesmo aposentado continua celebrando missas e casamentos pelo enorme prestígio. Camisetas foram vendidas para arrecadar dinheiro para a construção de uma casa para ele. Os fiéis de Arapiraca o enxergam como um verdadeiro santo.


A suposta vítima um ex-coroinha que aparece no vídeo mantendo relações sexuais com um Monsenhor de Arapiraca. Hoje ele diz que tem consciência do mal que o assombrou durante oito anos. Mas a fé, até então inabalável, foi sendo pouco a pouco substituída por outro sentimento. Revolta. Localizamos também quem filmou as imagens. Trata-se de outro ex-coroinha que também disse que foi vítima do padre, com doze anos. Hoje, com vinte e um anos, ele diz que resolveu dar um basta. O ex-coroinha aproveitou que o portão da casa estava entreaberto e com uma câmera na mão registrou a tarde de orgia e luxúria do padre. As imagens sugerem uma relação consentida, mas o ex-coroinha conta que os abusos começaram quando ele era apenas um menino.


O Monsenhor aceita conversar com Cabrini diante de nossa câmera. O crucifixo, no peito, é seu Senhor e Mestre. Ele nega o excesso de casos de pedofilia na cidade, que dizem. Afirma que o padre comete um pecado mortal, mas que pode se arrepender. Declara também não conhecer nenhuma caso de abuso de crianças ou coroinhas. No momento mais tenso da entrevista Cabrini pergunta se ele já abusou de algum coroinha. O padre não afirma e não nega. Apenas diz que o único que pode saber de seus pecados é seu confessor. Após ser questionado pede que Roberto Cabrini saia de sua casa.



Mais um sacerdote aparece no escândalo, citado pelo ex-coroinha. É uma padre responsável pela Igreja mais importante de Arapiraca. Vamos ao encontro dele em sua casa. Desconfiado, ele quer se certificar que a conversa não está sendo gravada, batendo no peito de nosso produtor à procura de microfones. Seu comportamento é estranho para uma pessoa supostamente inocente. Ele nega todas as acusações e ainda tenta passar a imagem de um padre dedicado.

Abusos ou relações homossexuais? Padres em pecado ou garotos atrás de dinheiro? Padres e coroinhas...um relacionamento atrás da sacristia.

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